As user interfaces mais revolucionárias, desde 1600

Timeline mostrando a história das user interfaces, desde 1600, no chamado mundo ocidental. Bem interessante. Mas seria ainda mais legal investigar as interfaces desenvolvidas por culturas mais antigas, como as da Índia e China, por exemplo. O que nos levaria a uma arqueologia ou antropologia das interfaces. O que eram (e são) os “gadgets” do Oriente Médio e da Ásia? Tipo o Ábaco. E aqueles que aparecem disfarçados de artigos religiosos?

As cidades secretas da Rússia durante a Segunda Guerra

Implicated in the Cold War posture of producing weapons for the Soviet military-industrial complex, these cities were some of the most deeply secret and omitted places in Soviet geography. Those who worked in these places had special passes to live and leave, and were themselves occluded from public view.

Cidades que não apareciam nos mapas oficiais da União Soviética. Afinal, lá, aconteciam vários experimentos sociais.

Via BldBlog.

Qual iPad é o melhor?

O developer Dave Winer comprou um iPad novo. Assim que passou a novidade da Retina Display, os outros detalhes começaram a pesar. Como a alta emissão de calor, o peso maior e a bateria (que dura menos e demora mais para carregar). Então ele resolveu voltar a usar a versão anterior do gadget. E conta como foi a experiência:

The other day, with the battery running down, I had an idea. I charged up my old iPad, so it would serve as a backup, next time the battery ran down on the new iPad. And the next day I got to use it, and here’s the thing — I like it better than the new one! It’s lighter, the battery lasts longer, and when it runs down it charges much more quickly. Having gotten used to the new iPad, the old one feels like an upgrade!

Mais um exemplo da relatividade dos upgrades. Quer dizer: às vezes, um downgrade é, afinal, um upgrade. E isso vale não só para equipamentos. Vai dizer que você já não tinha percebido? Por isso é que o pessoal do Last Year’s Model continua firme e forte na atividade.

Dolby lança novo sistema de som para salas de cinema

The company (Dolby) announced a new sound system Monday called Dolby Atmos, which can move sounds around a theater in an entirely new and realistic way. Rather than pushing the sound out from the left and right side of the theater, as happens in movies today, the new Atmos system will also deliver sound from above in a theater and will be able to swirl sound around in any direction.

Isso mesmo: em vez do som ser emitido apenas pela esquerda e direita das salas, virá também por baixo, por cima e em movimento. Imagine a quantidade de experimentos musicais que se tornarão possíveis quando essa tecnologia se popularizar. Alô, Angelo Badalamenti, você leu o artigo do New York Times, não é?

Seu datasexual

The same cultural zeitgeist that gave us the metrosexual – the urban male obsessive about grooming and personal appearance – is also creating its digital equivalent: the datasexual. The datasexual looks a lot like you and me, but what’s different is their preoccupation with personal data. They are relentlessly digital, they obsessively record everything about their personal lives, and they think that data is sexy. In fact, the bigger the data, the sexier it becomes. Their lives – from a data perspective, at least – are perfectly groomed.

Segundo o “Digital Thinker, Electric Artists”, Dominic Basulto, há uma nova tribo circulando pelas cidades, a dos datasexuais. Basicamente, é formada por pessoas que guardam rastros digitais de todas as suas atividades. Pensou no Foursquare, Instragram, Facebook etc.?

A Estrutura das Revoluções Científicas: 50 anos depois

The Structure of Scientific Revolutions, de Thomas Kuhn, acaba de fazer 50 anos de lançamento. The Chronicle dá uma geral nos motivos que fizeram o livro ficar tão popular — vendeu cerca de 1.4 milhões de cópias.

Será que ficou mesmo? Ainda continuo lendo “o que a ciência diz sobre…” em muitas capas de revistas por aí. Como se A Ciência fosse um bloco único e coerente, definidor do que é verdade. Nem mesmo o Karl Popper toparia completamente esse tipo de visão.

Tropeçando com aparelhos na mão: a nova vida nas cidades

Interessante esse vídeo promocional do novo Read it Later, agora batizado de Pocket. Ele mostra bem como a sociabilidade urbana mudou nos últimos 5 anos.

Andamos por aí com diversos aparelhos nas mãos, dividindo nossa atenção entre eles e o ambiente à volta. Continuamos encontrando com pessoas no caminho. Mas elas também estão parcialmente absortas em suas comunicações digitais.

Quase que como fantasmas robóticos, cobertos de fios, andando desengonçadamente, focadas num mundo particular. Dentro do aparelho, este pode ser vastíssimo. Fora, parece manter apenas o espaço do corpo. Que, aliás, tropeça e se vira para manter certos padrões de sociabilidade antiga — como, por exemplo, não encochar o próximo da fila, não ser atropelado por carros, essas coisas.

Antigamente, privacidade era aquilo que pensávamos ter quando nos trancávamos no quarto ou num carro. Precisávamos de paredes físicas para isolar o ambiente dito externo. Agora, o corpo é a fronteira. Ou melhor: a atenção é que comanda a privacidade. Porque, com um aparelho na mão, diminuímos a percepção consciente do ambiente em volta e criamos um universo paralelo.

Há pouquíssimo tempo, nas grandes cidades, estranhávamos quando alguém parecia falar sozinho (quando, na verdade, conversava ao celular). Agora, já aceitamos perfeitamente várias pessoas fazendo o mesmo. Em certos casos, até preferimos que falem sozinhas, em vez de falar conosco.

Há 30 anos, quem diria que um pedaço de plástico poderia conter diversos universos — ou círculos, ou grupos? Hoje, quem aceitaria viver num só universo de cada vez, limitado pela forma como o corpo lida com o ambiente?