O câncer chegou ao reino da comédia romântica. Agora que é uma doença cada vez mais comum — digamos, a doença da era do consumo pós-industrial —, é natural que a sociedade comece a fazer piada sobre o assunto. Quer dizer, passamos da fase da negação para a da aceitação. Eu já cheguei a presenciar esse diálogo:
— Qual é o seu tipo de câncer?
— É o da Dilma.
— Pensei que era o do Giannechini.
— Não. Esse é raro. Minha prima tem esse.
Por aí vai.
